
A finalidade deste blog é despertar sentimentos...lembranças das paixões, dos amores vividos, dos não vividos, dos sonhados, dos chorados...não importa...o importante é que emoções vivemos..... Sonhemos...recordemos....
Dualidade.....
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SAUDADE.....Florbela Espanca
Se o nosso sonho foi tão alto e forte
Que bem pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!
Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão!
Que tudo isso, Amor, nos não importe.
Se ele deixou beleza que conforte
Deve-nos ser sagrado como o pão!
Quantas vezes, Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar,
Mais doidamente me lembrar de ti!
E quem dera que fosse sempre assim:
Quanto menos quisesse recordar
Mais a saudade andasse presa a mim!
FANATISMO....Florbela Espanca

Minh´alma de sonhar-te anda perdida.
Meus olhos andam cegos de te ver.
Não és, sequer, a razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida.
Não vejo nada, assim enlouquecida!
Passo no mundo, meu amor, a ler,
No misterioso livro do teu ser,
A mesma história tantas vezes lida.
Tudo no mundo é frágil, tudo passa.
Quando me dizem isso, toda a graça
Duma boca divina fala em mim.
E, olhos postos em ti, digo de rastros:
"Ah! podem voar mundos, morrer astros,
que tu és como Deus: princípio e fim!"
Súplica...Florbela Espanca
Olha pra mim, amor, olha pra mim;
Meus olhos andam doidos por te olhar!
Cega-me com o brilho de teus olhos
Que cega ando eu há muito por te amar.
O meu colo é arrninho imaculado
Duma brancura casta que entontece;
Tua linda cabeça loira e bela
Deita em meu colo, deita e adormece!
Meus olhos andam doidos por te olhar!
Cega-me com o brilho de teus olhos
Que cega ando eu há muito por te amar.
O meu colo é arrninho imaculado
Duma brancura casta que entontece;
Tua linda cabeça loira e bela
Deita em meu colo, deita e adormece!
Tenho um manto real de negras trevas
Feito de fios brilhantes d'astros belos
Pisa o manto real de negras trevas
Faz alcatifa, oh faz, de meus cabelos
Feito de fios brilhantes d'astros belos
Pisa o manto real de negras trevas
Faz alcatifa, oh faz, de meus cabelos
Os meus braços são brancos como o linho
Quando os cerro de leve, docemente...
Oh! Deixa-me prender-te e enlear-te
Oh! Deixa-me prender-te e enlear-te
Nessa cadeia assim eternamente!...
Vem para mim, amor...
Ai não desprezes
A minha adoração de escrava louca!
Só te peço que deixes exalar
Meu último suspiro na tua boca!...
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